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Pocototização sexual
Novamente a semana traz nas páginas dos jornais uma enorme quantidade de matérias sobre a pocototizacão sexual nacional.
As noticias de que mulheres são estupradas pelas cambadas carcerárias (de ambos os lados das grades), chocam até a quem acha que já viu todos os horrores. Outra notícia nos diz que durante a próxima semana ocorrerá uma manifestação junto ao Cristo Redentor, em referência a AIDS. Mas, nesta manifestação não se poderão tratar do assunto camisinhas por “recomendação” dos representantes dos poderes civis e eclesiásticos.
Esta injustiça para com o Dr. Condom, único real agente salvador em relação à prevenção da Aids é injusta. Durante a história da humanidade apesar da sexualidade ser a função fisiológica mais importante (perpétua a vida) sempre foi tratada preconceituosamente pelo saber. As religiões a viam como a fonte de todos “pecados” humanos. A filosofia praticamente a acompanhou de longe por séculos, com raras exceções. A arte tratou o sexo de forma dúbia, às vezes a enaltecendo, às vezes sendo usada para retratar aspectos estéticos carregados dos mesmos preconceitos que contaminavam as outras formas de expressão da inteligência humana.
A medicina não fugiu destas diretrizes. Em parte a estudou como fisiológica, em parte a viu como uma consecução de patologias a serem tratadas. A sexologia científica livre de preconceitos ainda não nasceu.
Hoje porém, finalmente a moderna atuação médica, ao menos pode dar a humanidade certo conforto sexual. Podemos como médicos aumentar o instinto libidinal (desejo) como no Desejo Sexual Hipoativo (DSH). Pessoas que perdem o desejo sexual por qualquer motivo, podem recorrer a um médico capacitado para resolver esta diminuição de vontade, e receber um fármaco que pode “ativar farmacologicamente” o ciclo sexual, tanto masculino como feminino. Podemos lidar com a (in)capacidade de sentir as sensações prazerosas do encontro íntimo. Aumentar a ereção (dos que sofrem ou não) de Disfunção Erétil, assim como potencializar ou retardar o momento dos orgasmos e da ejaculação, dos que sofrem (ou não) de Ejaculação Precoce (EP).A medicina pode tirar eventuais dores físicas da dinâmica genital em casos de Dispareunia (relações sexuais dolorosas).
Podemos prevenir para que desta função sexual não ocorra uma gestação indesejada. A Anticoncepção hoje já é um fato acessível à maioria da população feminina do ocidente. Infelizmente ainda não é acessível a todos por falta de competência de gestão dos ministérios ditos da saúde, mas que mais se assemelham absurdos cabides de empregos, Ministérios das Doenças não Curadas.
Já podemos como médicos prevenir doenças antigamente chamadas de “venéreas” hoje Doenças Sexualmente Transmitidas (DST), afecções assim nomeadas em nome da Deusa Vênus, a Deusa do Amor da mitologia grega. A psicologia hoje atua sobre os conflitos sexuais que tem origem nas emoções com brilhantismo.
Mas o mais importante avanço da medicina em relação à sexualidade é que podemos aliviar as culpas atávicas da humanidade em relação ao seu direito a serem felizes sexualmente. Com certeza porém, não como agir medicamentosamente sobre os problemas sociais e sexuais, mas ainda temos o dever de indignar-se.
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