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O Trânsito e a TPM G
A saúde tem muitas dimensões, todas decorrentes da complexa interação dos aspectos físicos, psicológicos e sociais da condição humana. Para as mulheres especialmente, o “como se vive” é um determinante a, “como se sente”.
A TPM, nome antigo da atual Síndrome Pré – Menstrual, é uma doença que interfere na dinâmica existencial diária, nos dias que antecedem a vinda do fluxo menstrual e que desaparecem com a sua chegada. Com cerca de 150 sintomas, nas últimas décadas, esta entidade tornou-se um grave problema de saúde publica, com importantes implicações sociais e econômicas, mas que não deve ser confundida com outros sofrimentos femininos.
Se para os homens paulistanos os congestionamentos do trânsito estão levando a sofrimentos diários, para as mulheres que sofrem da TPM, este sofrimento é “n” vezes multiplicado.
São quatro, os tipos de TPM: O grupo A (ansiedade, irritabilidade, hostilidade, pavio curto, e segundo algumas, desejo de “matar meio mundo”). O grupo C, que associa compulsão por doces, dor de cabeça, palpitação, fadiga e desmaios. O grupo D, depressão, esquecimento, confusão, sentimentos de desesperança ou auto-depreciativos, pensamentos suicidas em qualquer grau. Grupo H, de retenção hídrica, aumento de sensibilidade e congestão dos seios e das pernas e aumento da sensibilidade dolorosa.
Quando esta TPM se torna mais grave, passa a ser chamada de Disforia Luteal Tardia (LLPDD), doença que invalida a mulher, emocional e socialmente durante o período que antecede o fluxo menstrual (fase lútea), além de acabar alterando sua personalidade a ponto de ser motivo de internação ou mesmo exclusão da sociedade.
Agora imaginemos que, metade da população que estava nos congestionamentos da semana passada eram as motoristas. Delas, possivelmente 42% sofrendo de TPM!!!
As que sofrem TPM tipo A, ficaram mais ansiosas, e como reação a doença, buzinaram mais, avançaram sobre quem as ”fechou” com mais raiva, xingaram quem não andava com palavrões mais ofensivos. As TPM D, ficaram se perguntando “o que estariam fazendo ali”, porque ainda não fugi para o meio do mato, ou mesmo já não me matei? As TPM tipo C devoraram os chocolatinhos de 1Kg. que estavam no porta luvas ou na bolsa para “levar para as crianças”. As TPM tipo H , além das enchentes na cidade ficaram com as pernas mais inchadas, os seios saltando dos soutiens e cabeça doendo e pesando tanto quanto o helicóptero dos políticos que sobrevoam as mortais paulistanas TPMicas.
Que seria destes “dias de fúria” se homens também sofressem de TPM? Ou será que sofrem? O noticiário mostra homens se matando por brigas no trânsito, elevado grau de stress, enfim todos numa TPM G, ou seja, geral.
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