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Porque comer brigadeiro na TPM
Porque comer brigadeiro na TPM... Sempre gostei de medicina e política. E na medicina sempre gostei de tratar de mulheres. Na política sempre me interessei em ler sobre as “políticas” do gênero feminino. Nesta semana após uma sexta feira 13 (fevereiro de 2009) uma revista semanal imprimiu a seguinte citação da cantora Ivete Sangalo: “Se pudesse, comeria brigadeiro até no café da manha. Na TPM é pior.Tenho vontade de devorar até a roupa de ginástica.” Bingo! Finalmente uma mulher politizada revelando sua antiga revolta contra a ditadura dos militares. Um dia as mulheres mesmo não sendo as feministas ferrenhas, demonstrariam sua revolta pelo que foi a ditadura militar brasileira e sua violência. Mas logo percebi que eu estava misturando estações. Lendo a reportagem descobri que esta TPM a que se referia a reportagem não era um capitulo da Teoria Política Moderna (TPM), matéria ministrada nas Universidades, mas sim falava da doença que antecede a vinda do fluxo menstrual feminino, a Síndrome Pré Menstrual(SPM). E como desta, eu tenho obrigação de tentar entender, e é sobre ela que se estava referindo, dela me resta escrever. Não sei se feliz ou infelizmente. Bem que eu gostaria de entender a Teoria Política Moderna (TPM). Pode ser que ela seja mais fácil de entender do que a Síndrome Pré Menstrual. Esta doença tem cerca de 150 sintomas descritos e entre um deles, é o desejo de comer chocolates (até na forma de sargentos, majores e brigadeiros achocolatados). E porque as mulheres sentem desejos de chocolates (nem sempre militares) na SPM? Porque nele, nos chocolates, elas encontram a Feniletilamina, a mágica molécula que as pode tirar do “banzo da TPM”. Não entendeu por quê ? Eu tento explicar: Quando o Brasil começou a receber os escravos africanos, eles chegavam aos nossos portos sofrendo de “banzo”. O banzo, era o nome que os negros africanos davam para uma tristeza enorme, que chegava a matar, produto dos maus tratos a que os nobres colonizadores lhes impunham. Segundo o grande psiquiatra Álvaro Rubim de Pinho (Manaus (1922) Salvador (1996) “os negros importados da África traziam consigo, muitas vezes, a vocação para a tristeza. A partir da viagem até a chegada às nossas costas, apresentavam estados de definhamento, ficavam parados, e a própria expressão Banzo, supostamente de procedência angolana, reflete seguramente uma nostalgia, uma carência indefinida”. E como os escravagistas tratavam o banzo nesta época? Na região de Ilheus, Bahia, plantando-se o cacau e oferecendo-o aos escravos acometidos do banzo. Já nesta época conseguia-se um “Prozac” natural. Na região de São Vicente (onde aportavam as levas de escravos para São Paulo) o café também podia resolver o banzo, assim como na região do meu Rio Grande, o chimarrão, a Erva-mate (Ilex paraguariensis), também o podiam tratar. O chocolate - assim como a cafeína e a erva mate- estimula a produção de feniletilamina. E esta por sua vez no organismo estimula a produção de serotonina, a molécula do bom humor. A serotonina quando em níveis altos nos da uma sensação de euforia e completude. Os resultados foram muito positivos pois a feniletilamina do cacau, nos impele a cantar, amar, transar. Daí namorado dar chocolates a sua amada com segundas e até terceiras intenções. A cafeína por sua vez nos impele a trabalhar. Daí as empresas oferecerem o cafezinho para seus funcionários renderem mais. Já a erva mate da Ilex, estimula a lutar, brigar ou até guerrear. Não seriam estas bebidas responsáveis em parte pelo que aconteceu na história do Brasil?A população do norte é mais alegre, festiva e canta maravilhosamente como a nossa Ivete Sangalo tão bem demonstra. Paulistas tomam “café da manha” e suportam um trabalho quase escravo. Os gaúchos tomam seu chimarrão e vão a luta. Estas conjecturas podem ser tão verdadeiras que a ciência e a industria farmacêutica lançou vários produtos com moduladores da serotonina para tratar a TPM. Como se tratar o banzo feminino pré menstrual fosse uma forma de devolver as mulheres modernas uma forma de bom humor para que elas possam realizar sua tríplice jornada escrava (trabalhar, cuidar de filhos e sorrir para os seus senhores de engenho). Há muito de química Teoria Política Moderna(TPM) e muito de política na etiologia da Sindrome Pré Menstrual(SPM).
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