Dr. Eliezer
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Cri$e sem "s" é terapeutico

Os últimos meses me ofereceram uma incrível oportunidade de exercer o que eu considero a feminologia filosófica pratica. Alem dos partos, cirurgias e tratamentos de doenças ginecológicas, ou seja, as tradicionais  alterações orgânicas do aparelho reprodutor feminino, aparecem hoje mais mulheres sofrendo de “algo” relacionado a crise econômica mundial.
Este “algo” não chega a ser uma depressão típica, mas um mal estar. Um mal estar no que parece ser um mundo em desmoronamento.  Angústias perante o adoecimento, o envelhecimento e a morte sempre fazem parte do cotidiano de quem como eu, se assume como membro das profissões de ajuda. Mas do que falamos aqui e agora não é só de uma depressão frente a crise econômica.  Mulheres conscientes, logicamente se preocupam com a crise econômica. Mas mais do que isso. Estamos falando da inibição da vontade e da esperança em nossas pacientes.  Algo que falta e que não esta ainda nominada. Somando-se a ameaças como a poluição mundial,o aquecimento global, temem principalmente o desemprego. Ruminam sobre fantasias de que seu  interior está tornando-se cada vez mais frágil, envenenado até pela própria alimentação. 
Não é o estar depressivo. Sempre se soube que duas vezes mais mulheres do que homens de todos os grupos raciais, estão propensos a sofrer de depressão.  A característica dominante dos indivíduos depressivos é que eles não conseguem levantar para ir trabalhar. Nas mulheres acometidas pelo “algo”, elas vão trabalhar, mas não acreditam que seu trabalho irá mudar o mundo.
Meu guru na medicina, Dr. Eliano Pellini, um grande feminólogo mostro-me em um simples desenho esquemático aonde estava a chave do enigma.
A palavra crise como é a cri$e atual, só se resolve  filosófica e clinicamente, se abolirmos o $ da crise. Aí sim, teremos cri e. E criatividade depende de uma mente saudável.
Esta cri$e ultrapassou os limites que tinha no seu começo. Se inicialmente ela era econômica, ágora tornou-se emocional. Se ela era devido ao excesso de testosterona que gerava a ganância masculina por lucros astronômicos especulativos, ela agora esta estrógeno- progesteronica e bem feminina. E é do feminino ser criativa.  É criar e não criticar.
Em  Einführung in die Philosophie, ao tratar do tema da orientação filosófica da vida, Karl Jaspers nos ensinava : Mas hoje em dia, no campo da psicoterapia, surgiu algo que já não é da alçada da medicina no seu âmbito de ciência médica: é filosófico e carece, portanto, de comprovação ética e metafísica, como todo o intento filosófico.”
Jung afirma que: Nós, os psicoterapeutas, deveríamos ser filósofos, ou médicos-filósofos – não consigo deixar de pensar assim. Aliás, já o somos, em que pese admiti-lo, porque é grande demais a diferença entre o que nós exercemos e aquilo que é ensinado como filosofia nas faculdades.
E feminologia é a aplicação pratica de toda criatividade feminina.
Encare a Cri$e e cri e.Cri$e sem s é feminina.