Dr. Eliezer
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Super existência sexual e o Conhecimento

Super existência sexual e o Conhecimento


    Vivemos tempos em que a tecnologia medicamentosa foi adaptando-se aos modelos culturais que moldaram o viver, tanto quanto para a necessidade de curar doenças. 
    Se até a década de 60 era um diagnostico médico quem determinava o consumo de um fármaco, hoje se ingere drogas para quase tudo que nos convencemos que é desconfortável.  Ansioso?Ansiolitico! Triste? Antidepressivo. Dificuldade de dormir? Hipnótico! E assim medicamentos para o viver...

    E sexualmente hoje não basta mais dar conta do próprio desejo como também é necessário acolher ao desejo do(a) parceiro(a) e sempre corresponde-lo. A maioria dos casais de hoje ou são ótimos amantes ou interpretam que estão vivendo uma subvida sexual. Ou se vive uma Super existência sexual ou se passa a ser ótimos amigos, ex isto ou ex aquilo, mas nunca um casal morno sexualmente. 
    A era Viagra inaugurou os tempos da “ativação farmacológica do ciclo sexual”.  Enterrada a faca (que fálico!!!) no peito da velha Impotência (hoje rebaixada a misera Disfunção Erétil), resta-nos como ginecologistas, tirar das costas (novamente fálico, desculpem!)  femininas o medo de falhar na horizontal. 
    Sabemos que a mulher em algumas fases de sua vida “sofre” ou melhor, tem um baixo desejo sexual “fisiológico” por ser um mecanismo hormonal. Por exemplo durante a amamentação ela (a Mulher) fica tão apaixonada por seu bebe e tem tanto prazer em dedicar-se a ele 100% de seu tempo, que a madrasta natureza a coloca de quarentena em relação ao sexo masculino. O resto da existência não deveria acontecer uma baixa no desejo, segundo o prisma cultural. Nem menstruação, nem gravidez e nem no Climatério, hoje é perdoado férias sexuais.
Infelizmente o maior inimigo da sexualidade é ... o desconhecimento sexual. O homem ocidental médio deveria desenvolver muitos outros conhecimentos em relação ao sexo antes de gastar seu dinheiro ganho de forma  a perder seu desejo, em drogas para sua ereção. A começar pelo conhecimento do proprio clitóris, pois alguns  não sabem o que é, onde fica ou o que fazer com ele. Tomam seu comprimidinho eretor de falos ,penetram apressadamente a genitalia de suas mal estimuladas parceiras, cavoucam, cavoucam e nada...
    Felizmente este desconhecimento esta diminuindo rapidamente. E com o que já sabemos hoje como feminólogos, podemos ajudar muito mais a se atingir uma Super existência sexual feminina. Com ou sem Viagras...pasmem. Com conhecimento sexual... Por quê?  
    Um exemplinho pratico. Dançar é uma forma maravilhosa de estimular o Monte de Venus feminino.  Este montinho por sua ves estimula a inervaçao do clitóris e faz com que o canal vaginal fique lubrificadissimo. Consequencia, esta secreçao libra rios de endorfinas e ferormonios que a deixam ansiosa para ser acariciada externamente na regiao genital e dai...
    Ou seja voce sabedor disto ja tem uma chavezinha do Céu...Porque se para o homem a ereção tinha uma grande importância para conseguir uma penetração vaginal, para a mulher esta façanha não é tão importante assim. Ela é importante para a reprodução. Sua função não é tão ligada ao prazer (a penetração só serve para colocar os gametas masculinos mais próximos do óvulo).
    A natureza fez com que o orgasmo feminino não tivesse de acontecer forçosamente durante a penetração. Nem sua a “zona erógena” se limita a uma superfície. O órgão feminino que corresponde ao pênis em semelhança e utilidade fica estrategicamente colocado aonde o tão valorizado órgão masculino não vai. Não é no fundo da vagina que mora o prazer da mulher. Caso assim o fosse , o clitóris estaria dentro da vagina. Como único órgão do corpo que só serve para uma única função, dar prazer, este misterioso monumento, além de proporcionar prazer é maior e tem mais ramificações nervosas do que se supunha. Possui Oito(8)  mil terminais nervosas - o dobro do que existe no pênis. Pra que Viagra?
Porque o verdadeiro Viagra sexual é o conhecimento. 
    A religião judaica, já tinha esta preocupação quando não criou uma palavra para representar o que os gregos chamam de sexo. “tal como na bíblia, onde não existe nenhuma palavra para sexo alem de “conhecimento”: “ e Adão conheceu sua esposa Eva”. Demonstra assim compreender que essa pessoa engloba não apenas um corpo deleitável, mas também uma personalidade atraente.
Se pouco deste conhecimento mesmo   assim não der certo, “o medico devera ser consultado”. Tambem é valido...
Como diz Woody Allen,“Sim, o sexo sem amor é uma experiência vazia. Mas como experiência vazia, é uma das melhores”. E eu complemento , com  sabedoria é melhor.

Contra a despocototização Sexual ......