Dr. Eliezer
Curriculum
Livros e Artigos
Contato
 
Clínica
Filosofia
Profissionais
Estrutura
 
Gestantes
Orientações
Fatos e Fotos
Tio Cegonha
 
TPM
Conheça
Diagnóstico
Viva Melhor
 
Serviços
Para Empresas
Para Escolas
Glossário
 
Informativo
Palestras
Aconteceu!
Curiosidades

Dói. Dói muito, como dói.

Dói. Dói muito, como dói. Dói mais ainda porque podia não ter doído. Jorge Forbes

A morte de um paciente de um médico é uma tragédia para esta família e para este profissional. Centenas de mortes acidentais parecem ser meras estatísticas para quem fica.  Esta realidade traz à tona o eixo que atravessa os nossos relacionamentos.
Somos todos potencialmente as vitimas da violência urbana, dos acidentes aéreos e terrestres, mas me assusta que a minha passagem será um mero numero na estatística.
A morte, o luto, a ausência física e a dor da saudade , apesar de sempre presentes no dia-a-dia de todos só se torna tragédia, deixando de ser estatística, quando são próximas de todos.
Os ditos populares como o “Relaxe e goze!” da saudosa ministra do turismo são verdades simples, ou melhor, “mentiras essenciais” da nossa vida. Existem, única e exclusivamente, para colorir o preto e branco sem graça a nossa “tragédia” existencial. Escrever sobre qualquer acidente de grandes proporções é mais fácil a quem escreve, do que falar da dor quando se esta vivendo o luto na própria vida.
E quando não ha uma explicação para a ocorrência das tragédias, quando parecem surgir do nada e abatem indivíduos e as vezes uma coletividade, ficamos cônscios da fragilidade da vida. A dor coletiva é diferente da dor individual. E Segundo Jorge Forbes: “Dói. Dói muito, como dói. Dói pelos que foram queimados” e acrescento:.. Dói. Dói muito, como dói. Dói pelos que foram afogados nas enchentes do nordeste.
Dói porque no fundo – todos poderíamos ser o numero na estatística. Dói. Dói muito, como dói , porque podia não ter ocorrido nada disto.
Mas ainda citando o mestre Jorge Forbes de quem tanto aprendo: A morte nunca é natural para o humano. Se fosse, não haveria velórios, nem enterros,
nem dia de lembrança dos mortos. Não há morte conhecida e morte desconhecida – ela é sempre desconhecida porque morte, assim como o amor, não se entende.
Somos milhões enlutados atualmente no Brasil e no mundo. Pelos que são números nas estatísticas e pelos que somos “nós”. 
Sempre do Forbes : Silêncio! Não é à toa que se faz um minuto de silêncio. Os momentos fundamentais de nossas vidas exigem o silêncio, o mais profundo dos sons.
Da mesma forma que a solidão é um momento supremo de dor, a dor é um momento supremo de solidão.
Não há dor coletiva, há dor compartilhada ou não. A vida às vezes me parece uma festa e outras um velório coletivo.