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Copenhaque Presidente
Na juventude de minha geração, havia uma bebida chamada Conhaque Presidente que creio ainda é fabricado até hoje. Quem bebia esta iguaria eram alguns dos operários da serraria de meu pai antes e depois de cortarem madeiras. Na cidadezinha de Ponte Serrada em Santa Catarina. No inverno para aquecer e no verão para resfriar. Quando alguns desenvolviam cirrose deixavam de trabalhar e passavam a freqüentar ainda mais o bar.
Os dois assuntos preferidos dos pingussos eram de que a floresta iria acabar se eles e, logicamente o meu pai, continuassem desmatando sem replantar. E quando isto ocorresse estariam desempregados. O segundo assunto preferido deles era o mal que o Conhaque Presidente fazia. Quem tomasse muito, ficaria com cirrose. Mas continuavam bebendo Conhaque Presidente e cortando madeiras. Alguns anos depois os que não morreram pela bebida tiveram que mudar-se de Ponte Serrada porque a madeira como previsto acabou. Lembrei-me disto agora que a Conferência Climática de Copenhagen 2009, a (COP-15) acabou em conversa de bêbados. Tambem li um texto que gostaria compartilhar com todos:
Caiu por terra também esta semana, em definitivo, o discurso caudilhesco de Lullão Metralha sobre a suposta “liderança” do Brasil no mundo em desenvolvimento e no tema de mudanças climáticas entre os países mais desfavorecidos. ..É só se ver o escândalo legítimo feito por Tuvalu contra o Brasil, parte do protagonismo corajoso dos pequenos países insulares em Copenhague, para ver que a “solidariedade” lullesca se restringe a golpistas fracassados em Honduras e mandaletes semi-analfabetos das miseráveis republiquetas que nos cercam. O mundo em desenvolvimento não pediu, não endossou e não quer que o Brasil do des-governo pró-desmatamento e pró-continuidade do aquecimento global o represente. Tenhamos, ao menos, a sobriedade de passar vexame sozinhos em Copenhague, sem tentar arrastar à lama outras nações pobres, porém honestas.
E, agora que essa conferência do absurdo terminou, ao menos leiamos o que diz a imprensa internacional, e não só os releases goebbelianos de Brasília. Quem sabe assim poderemos dizer aos nossos filhos de quem é a culpa, aqui mesmo em terras bananeiras, do futuro deles ser tão ruim. José Truda Palazzo Jr. No site O Eco em sua brilhante coluna no artigo MINCgana que eu gosto de 12/2009.
Como creio que ninguém escreveu nada mais precioso e prático, copiei só esta pequena parte do artigo para ilustrar este indignado comentário!
Quem tinha alguma expectativa do encontro Copenhagen sabe do que se trata! Não haviam tantas expectativas otimistas, mas não se esperavam tantas decepções. Principalmente das representações brasileiras. Já sabemos a quem elas servem.
Com a Revolução Industrial o ser “humano” achou o caminho para intoxicar-se no capitalismo voraz e ao que parece criar a arma que usará em seu suicídio coletivo através do fim da natureza, enquanto se ilude que com encontros de políticos possam salvar-se. Algo como o alcoólatra que acredita que curará sua cirrose discutindo a doença num bar, enquanto toma bastante álcool.
O suicídio da humanidade fará muito bem para o meio ambiente. A solução para a agressão e degradação da biosfera ocorrerá com o auto-extermínio do degradador.
Quanto mais tempo o Alcoolatra-Humano passar no bar discutindo a terapia da cirrose regando a conferencia com Conhaque Presidente, mais cedo o bar irá fechar. Hic, Senhores presidentes.
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