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O Aquecimento Global e a Feminilidade
A Gino-Ecologia é uma nova sub especialidade da Feminologia. Tratará das entranhas e extranhas planetárias.
As notícias sobre o aquecimento global têm tomado conta da mídia. Com as desculpas cínicas que os governos envolvidos estão dando para as causas do aquecimento, não me surpreenderei de que algum presidente de país poluidor culpe os fogachos (ondas de calor) das mulheres menopausadas como a causa do aquecimento do planeta. Neste caso, a indústria farmacêutica deste próspero país, logo confirmará por trabalhos científicos que é possível diminuir o superaquecimento terrestre tratando as mulheres com hormônios mais potentes que os atualmente fabricados e, novamente, os Homo Sapiens destas nações serão felizes.
Geólogos, por sua vez, poderão afirmar que Gaia está na menopausa e daí o aquecimento. Enfim a culpa novamente será nova e eternamente das mulheres.
A tomada de consciência de que o homem (sexo masculino) estabeleceu uma relação de domínio sobre a terra e sobre todos outros animais, tornando-se o amo e senhor da terra que conquistou, já se iniciou para alguns. Os mais informados já sabem que nesta conquista o Homo Sapiens também se desviou do sonho de viver num paraíso. Na tradição judaica qual seria a missão do homem na Terra? Porque ele teria saído dos céus e sido colocado nesta condição humana? Segundo ainda a mesma tradição, a missão do homem seria transformar a Terra num grande Jardim do Éden, aonde Deus viria habitá-lo na companhia dos homens. Tenho a impressão de que ele desistiu da idéia, depois do que fizemos e estamos fazendo.
Está claro para os não pocototizados que a destruição do meio ambiente para exclusiva satisfação de ideais econômicos levarão a um fim da humanidade como espécie. A LUTA para evitar a futura autodestruição humana é a base das novas religiões, ou melhor, re-ligações com a natureza.
Amar a divindade que existe no cosmos e mais ainda, a que habita o interior de cada um de nós, é o principal objetivo de novas ideologias. “Esta minoria sabe que existem cápsulas e comprimidos para dores de cabeça, mas cápsulas para consciência - não existem. (Marta Tornavoi de Carvalho)”.
O bem comum e individual da humanidade deve transcender as questões da ecologia superficial ou ambientalista e caminhar para a ecologia profunda ou espiritualista. E nesta transição a humanidade reencontrou-se com a revolução feminista iniciada no século passado e que evoluiu, hoje para a busca dos novos caminhos nas lutas por um planeta mais hiper humanizado e feminino.
A ecologia profunda, não só esta comprometida com o ambientalismo, mas consciente de que qualquer revolução para ser por inteiro, necessitará obrigatoriamente de uma mudança na essência dos seres humanos.
Se o ser humano é o mais alto ponto evolutivo da natureza, a mulher é o seu cume. Seu corpo, nascente e cosmos temporário de todos nós, o mais sublime patrimônio da humanidade, com sua anatomia e seus hormônios, fontes de sua inspiração e espírito, não podem ser mais manipulados impunemente pela tecnologia. E isto se aplica à medicina e as intervenções cirúrgicas ou medicamentosas inconseqüentes. As intervenções nefastas de certas alquimias impostas ao corpo feminino serão tão destrutivas quanto a extinção das matas, dos rios ou da atmosfera. Manipular o corpo da mulher com drogas que modificam a sua essência feminina com um discurso de ser terapêutico. Modificá-lo cirurgicamente sem consciência, intoxicá-lo com poluentes travestidos de alimentos, será um caminho para o suicídio da feminilidade e da humanidade.
As taxas de fertilidade feminina e masculinas vêm caindo. Com o planeta superaquecido, piorariam ainda a mais. Mas também, para que ter filhos num ambiente hostil como será o que deixaremos para eles?
Gostaria de ter um pingo de otimismo para que meus netos pudessem saber o que é a ameixeira do quintal.
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