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Mulher da Internacional Dia O
Como o dia da mulher, Oito de março, é um assunto vital para todo ser interessado em feminilidade, vale a pena pensar de onde se iniciou o ritual deste Dia Internacional da Mulher e porque ele esta ainda invertido.
Feminólogos vivem geralmente envolvidos com o festejo do re-inicio da Era Matricial e às vezes nos esquecemos de olhar para a história e lembrar de onde surgiram os fatos que ajudaram a criara mulher contemporanea.
Buscando na pagina da apresentadora e também Feminóloga feminista Izabel Vasconcelos achamos o texto :
“Em 8 de março de 1857 cento e vinte nove operárias de uma fábrica de tecidos em Nova York foram assassinadas, queimadas vivas, quando protestavam, reivindicando a redução da jornada de trabalho de 12 para 10 horas.
Foi a primeira greve americana conduzida exclusivamente por mulheres.
Policiais e empregadores atearam fogo na fabrica e acenderam as chamas da Revolução Feminista.
No mesmo ano, 1857, na Alemanha, nascia Clara Zetkin ...que se tornou militante socialista e feminista e propôs na II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em 1910, que a data da greve das tecelãs de 1857 se tornasse oficialmente o Dia Internacional da Mulher.
Assim, as mulheres de todo o mundo, passaram, a partir de 1911, a reverenciar a memória de todas as lutadoras da terra no dia 8 de março.
Entre 8 de março de 1857 e hoje 8 de março de 2010 houveram mudanças incontáveis e recentíssimas: O voto feminino por exemplo, só veio em 1920 nos EUA, em 1928, na Inglaterra, em 1934 no Brasil, em 1973 na França.
A mesma Izabel Vasconcelos nos instiga mais a frente:
O que é meio século de liberdade diante de milênios de repressão?
Ao longo da História, as mulheres foram lidando com a sua condição de inferioridade da melhor maneira possível. Entre os muitos pontos que pautavam a inferioridade feminina, a proibição do prazer sexual passou de restrição à distinção.
As mulheres, consciente ou inconscientemente, “vingaram-se” dos homens passando a dominá-los pelo prazer. Como, para elas, o prazer nunca foi a necessidade absoluta que sempre foi para os homens, usar o sexo como moeda, como instrumento de barganha, como arma de manipulação, foi uma “solução”…
Por isso, embora a mídia tenha transformado o 8 de março numa data de florzinhas, presentinhos e outras baboseiras que se convencionou chamar de típicas do sexo frágil, essa data, para as mulheres, ainda significa sim uma data de luta pela igualdade de direitos sociais.
Não se pode ainda comemorar um mundo igualitário e humano no que se refere às questões de gênero. Como membro do ramo da ciência que assiste as mulheres através da medicina, vejo o enorme caminho que ainda há pela frente, para se evoluir da Ginecologia para a Feminologia Clinica.
Que papel teve a ginecologia nas mudanças femininas?
Que devemos fazer daqui para o futuro?
Que dia excelente para refletir sobre o nosso papel na vida de nossas clientes. E para isto se pode pensar no macro e no micro cosmo feminino.
Nos próximos anos, as mudanças climáticas, a contaminação do lençol freático pelos hormônios sexuais femininos consumidos com a anuência do nosso receituário medico desde 1960, e que não se degradam no ambiente( o que não sabíamos até pouco tempo atrás). A ingestão pelas mulheres e crianças dos Disruptores Endocrinos , substancias tóxicas que se produzem para outros fins(como inseticidas, shampoos ou adubos) e que na corrente circulatoria funcionam como novos hormonios femininos vão definir o rumo dos negócios, da sobrevivência feminina saudável e o futuro do feminismo.
O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em seu relatório de 2009 chega a conclusão de que o futuro do planeta está na mão das mulheres e também são elas as mais afetada pelas mudanças climáticas e pelo meio ambiente contaminado. Por mais que a ciência tenha avançado, não gera vida sem partir do elemento feminino, do óvulo e de um útero que o abrigue.
A natureza e a mulher têm sofrido juntas nos últimos séculos. Poluição, desrespeito; falta de liberdade para decidirem sobre seus corpos e seus destinos; salários mais baixos; dupla jornada de trabalho, etc.. ainda existem. E nós médicos assistindo.
A nossa conexão com a natureza está sendo rapidamente perdida, e junto dela, o nosso amor pela mãe terra. E na mesma cova estão sendo enterrados o nossos futuros 8 de marços. Que pena haver pouco a comemorar e muito a fazer.
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