Dr. Eliezer
Curriculum
Livros e Artigos
Contato
 
Clínica
Filosofia
Profissionais
Estrutura
 
Gestantes
Orientações
Fatos e Fotos
Tio Cegonha
 
TPM
Conheça
Diagnóstico
Viva Melhor
 
Serviços
Para Empresas
Para Escolas
Glossário
 
Informativo
Palestras
Aconteceu!
Curiosidades

Um Banco de Células do Cordão

Um Banco de Células do Cordão Umbilical é uma das mais serias oportunidades que a medicina moderna tem,  para fazer o Bem sem olhar a Quem. Os Bancos de Sangue de Cordão Umbilical estão sendo criados em diversos países, interligados a rede mundial NetCord, criada na Europa e expandindo-se  globalmente, com cerca de 180 mil unidades congeladas.

Esta rede sem fins lucrativos, diga-se de passagem, une-se a outros bancos associados na Europa, Austrália, Israel, Estados Unidos e Japão e assim por diante. No Brasil, o Ministério da Saúde regulamentou a operação dos bancos de sangue de cordão umbilical. A rede nacional,  banco RedeCord, onde também serão adotados os princípios éticos e técnicos do NetCord mundial. Como se lê no Site desta rede, “em 5 anos, o RedeCord  deverá atingir 10 mil amostras de sangue de cordão umbilical entre as 20 mil amostras previstas para a fase inicial do BrasilCord. Além disso, existe a possibilidade de intercambiar amostras com os bancos estrangeiros participantes da rede mundial Netcord, aumentando em muito, as chances de se encontrar células compatíveis para transplante em tempo recorde”.

Participam desta iniciativa os seguintes serviços:
- INCA – CEMO,
- Hemocentro de Ribeirão Preto – SP,
- UNICAMP - Campinas – SP,
- Hospital Albert Einstein - São Paulo – SP. 

Logo mais esta rede se ampliará, mas estes serviços por já estarem organizados, são as bases para a coleta e distribuição de  sangue de cordão, tudo gratuito a quem precise.

Os pacientes com indicações para transplante não-aparentado são (após seu diagnostico e confirmação da necessidade) cadastrados pelo Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (REREME), de acordo com suas características. Isso é feito através do teste HLA, que identifica geneticamente o doador. Acontece um cruzamento de informações entre o REREME e o Registro de Doadores de Medula Óssea (REDOME), que inclui os dados do Banco de Sangue de Cordão Umbilical, a fim de identificar um doador compatível.

O processo de transplante é semelhante ao utilizado para medula óssea, ou seja, após um regime de preparação com quimioterapia e/ou radioterapia, o paciente recebe as células-tronco em um procedimento semelhante a uma transfusão.

Entre as 2.500 indicações anuais para transplante de medula no Brasil, 1.500 pacientes não possuem doador compatível. A estimativa para um banco público brasileiro é de que, com cerca de 12 mil amostras de sangue de cordão umbilical congeladas, o país estará apto a atender a diversidade étnica de toda população. Outra vantagem: hoje, o tempo médio para a identificação de um doador compatível pelo REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) e o transplante é de 6 meses. O banco público reduziria esse tempo para 20 dias, pois o produto já se encontra congelado e testado.

Qualquer gestante que tenha assinado o termo de consentimento livre e esclarecido – independentemente do tipo de parto – e cuja gestação esteja transcorrendo normalmente pode doar. A doação é gratuita e sigilosa. Quem vai receber este sangue também não saberá nunca de quem recebeu. E o receberá gratuita e sigilosamnente. Nas principais aplicações terapêuticas do uso do sangue de cordão umbilical (leucemias e doenças do sangue de origem genética), o transplante autólogo é de pouca eficácia ou contra-indicado. Além disso, cabe lembrar que as chances de uma pessoa ter leucemia durante os primeiros 20 anos de vida é de 1 em 20 mil. Portanto, o congelamento de sangue de cordão umbilical autólogo tem uma utilidade médica limitada. Um banco público traz vantagens muito mais diretas para a sociedade.

As mães doadoras passam por uma triagem clinica (entrevista) e durante o parto e é feita uma coleta de uma amostra de sangue para realização de testes, como: anti-HIV, anti-HCV, anti-HTLV-I, HBsAg, sífilis, anti-HBc, Doença de Chagas, Sorologia para anti-CMV (IgM) e para toxoplasmose, além de cultura bacteriana. A triagem clínica e testes laboratoriais são  feitos pelo Departamento de Hemoterapia, gratuitamente. Ou seja, a mãe doadora é mais facilmente encontrada numa mulher que faz um bom Pré Natal e é acompanhada durante seis meses após o nascimento da criança, a fim de se constatar se houve algum problema com a mãe ou com o bebê, como infecções não percebidas no parto. Caso tenha ocorrido alguma anormalidade, a unidade de sangue será descartada.

De acordo com a Convenção Internacional e regulamentação da ANVISA, após o parto (entre 60 e 180 dias) a mãe deverá retornar ao Banco de Sangue. Caso o filho (a) da gestante que doou seu SCUP necessitar de um transplante de células-tronco, ele (a) não terá prioridade ao uso, por todos os fatores que mencionamos. Doar não significa que o material foi criopreservado para os filhos dos doadores, pois terá que atender critérios de qualidade estipulados pela lei. Uma vez que o SCUP esteja criopreservado e disponível para uso, caso não tenha sido utilizado por outro paciente, o mesmo será selecionado para o doador, mas sem prioridade nenhuma.

Quando se faz um Pré Natal de Mãe, com menos de 37 anos, cujo bebê venha a nascer com idade gestacional igual ou maior que 35 semanas e peso maior que 2 kg, sempre a convidamos a ser doadora. Ela estará fazendo o Bem sem perguntar-se a Quem.